A trajetória de Gabe Newell na indústria de jogos é cercada por histórias que misturam genialidade e excentricidade. Minh “Gooseman” Le, co-criador de Counter-Strike e ex-funcionário da Valve, revelou detalhes sobre um período peculiar em que o fundador da empresa se dedicou ao aprendizado do canto gutural mongol, uma técnica vocal que permite a emissão de múltiplos tons simultaneamente.
O relato, compartilhado em uma entrevista recente, descreve como o fascínio de Newell surgiu após ele assistir a um documentário sobre a prática tradicional da Mongólia. O que começou como um interesse cultural rapidamente se transformou em uma rotina diária dentro do escritório da empresa, impactando o ambiente de trabalho cotidiano.
A rotina sonora nos corredores da Valve
Segundo Le, a dedicação de Gabe Newell à nova habilidade era intensa e constante. O executivo costumava caminhar pelos corredores da sede da Valve praticando as vocalizações, o que gerava reações diversas entre os colaboradores. O hábito, embora demonstrasse a natureza curiosa e focada de Newell, acabou se tornando uma fonte de distração e incômodo para a equipe devido ao volume e à frequência das práticas.
A fase de imersão no canto gutural teve uma duração limitada, estendendo-se por aproximadamente cinco meses. Para os funcionários da época, o período ficou marcado como um dos episódios mais inusitados da cultura interna da empresa, exemplificando a tendência do fundador de se aprofundar em hobbies complexos e pouco convencionais.
Coleções medievais e a cultura de trabalho
Além do interesse vocal, Minh Le destacou outros aspectos da personalidade de Newell que compõem o folclore da companhia. O executivo mantinha uma coleção de armas medievais, incluindo espadas e machados de grandes proporções, em uma sala dedicada. Esse interesse por itens históricos era acompanhado por um estilo de gestão que frequentemente colocava seus funcionários em situações de reflexão profunda, como questionamentos sobre o design de jogos durante refeições informais.
Apesar da intensidade, Le descreve Newell como uma figura acessível e amigável. O ex-desenvolvedor recorda momentos de descontração, como encontros casuais nos corredores onde o CEO compartilhava refeições simples, como um cachorro-quente, reforçando a imagem de um líder que, apesar de suas excentricidades, mantinha uma convivência próxima com sua equipe durante os anos de formação da Valve.










