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Entretendo o Universo

The Sinking City 2 entrega horror visceral com inspiração em Resident Evil

The Sinking City 2 traz horror visceral e sobrevivência em uma Arkham submersa. Confira nossa análise sobre o novo jogo da Frogwares.
The Sinking City 2 entrega horror visceral com inspiração em Resident Evil

O cenário de horror cósmico de The Sinking City 2, desenvolvido pela Frogwares, mergulha o jogador em uma experiência perturbadora e tecnicamente ambiciosa. Afastando-se das raízes investigativas do título original de 2019, esta sequência standalone assume a identidade de um jogo de sobrevivência em terceira pessoa, bebendo diretamente da fonte dos remakes modernos da série Resident Evil.

A trama acompanha o protagonista Calvin Rafferty em uma jornada desesperada por Arkham, uma cidade de Massachusetts que está sendo gradualmente submersa pelo oceano. O objetivo central é salvar uma mulher presa em um coma mágico após um ritual fracassado, enquanto o ambiente ao redor é infestado por vermes grotescos e criaturas que animam os mortos.

A transição bem-sucedida para o survival horror

A mudança de gênero provou ser um acerto para a desenvolvedora. O jogo foca na gestão de recursos escassos, como munição e itens de cura, criando uma atmosfera de tensão constante. A exploração de locais como hospitais abandonados e boates decadentes reforça o design de níveis focado em corredores apertados e emboscadas, exigindo que o jogador decida entre o confronto direto ou a fuga estratégica.

Embora o combate com armas de fogo apresente uma sensação de impacto satisfatória, o título sofre com um excesso de arenas de combate. Nesses momentos, o protagonista é confinado em áreas restritas para enfrentar ondas de inimigos, o que expõe limitações na responsividade dos controles e na profundidade da mecânica de tiro, destoando da fluidez do restante da experiência.

Ambientação e narrativa em um mundo em colapso

O design artístico de Arkham é um dos pontos altos, entregando cenários que transmitem decadência e horror biológico de forma eficaz. A narrativa evita o inchaço de mundos abertos ou árvores de habilidades complexas, mantendo um ritmo eficiente que prioriza a imersão. O desfecho da história é notável por sua honestidade temática, abraçando o pessimismo inerente ao horror lovecraftiano.

É impossível dissociar a obra do contexto de seus criadores. A equipe da Frogwares, sediada na Ucrânia, enfrentou desafios extremos durante o desenvolvimento devido à invasão russa. Em um momento específico, o jogo presta uma homenagem silenciosa à realidade da guerra, exibindo radiografias de ferimentos reais sofridos por pessoas conhecidas pelos desenvolvedores, reforçando a resiliência do estúdio diante de um cenário de incertezas.

Para mais detalhes sobre a recepção do título, confira a análise completa em Kotaku. Com uma estrutura enxuta e um compromisso claro com o gênero, The Sinking City 2 consolida-se como uma adição relevante ao catálogo de jogos de horror, provando que é possível criar uma experiência memorável mesmo sob as condições mais adversas.

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