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Entretendo o Universo

Naoki Hamaguchi defende a evolução de Final Fantasy para além do formato JRPG tradicional

Naoki Hamaguchi discute a evolução de Final Fantasy VII e a estratégia da Square Enix para expandir a franquia além do formato JRPG tradicional.
Naoki Hamaguchi defende a evolução de Final Fantasy para além do formato JRPG tradicional

A franquia Final Fantasy, historicamente consolidada como o pilar do gênero JRPG, atravessa um momento de transformação estratégica. Com o lançamento da trilogia de remakes de Final Fantasy VII, a Square Enix tem buscado equilibrar a nostalgia dos fãs de longa data com as exigências técnicas e narrativas do mercado global de jogos contemporâneos.

Em entrevista concedida durante a Gamescom 2026, o diretor Naoki Hamaguchi abordou o futuro da série e a necessidade de romper com as amarras de categorias rígidas. Para o desenvolvedor, o objetivo central da trilogia é demonstrar que a marca possui potencial para competir em escala global com títulos de ação e mundo aberto, sem perder sua essência.

A visão estratégica para Final Fantasy VII Revelation

Para Naoki Hamaguchi, o rótulo de JRPG, embora respeitável, pode limitar a percepção sobre a versatilidade da série. O diretor enfatiza que a intenção com Final Fantasy VII Revelation não é criticar o passado, mas sim expandir o horizonte do que a franquia pode oferecer aos jogadores modernos.

O foco atual está em criar experiências mais amplas e competitivas. Ao integrar sistemas de combate em tempo real e estruturas de exploração mais dinâmicas, a equipe busca colocar Final Fantasy no mesmo patamar das grandes propriedades intelectuais globais, provando que a série pode evoluir tecnicamente sem sacrificar a profundidade de seu enredo.

Flexibilidade e o papel do sistema de combate

A transição para mecânicas de ação, observada também em Final Fantasy XVI, gerou debates entre a comunidade sobre a perda das raízes baseadas em turnos. No entanto, o diretor esclarece que a escolha do sistema de jogo deve ser sempre uma decisão orientada pelas necessidades específicas de cada projeto individual.

Segundo Naoki Hamaguchi, a existência de títulos que preservam o combate tradicional, como o recente Clair Obscur: Expedition 33, demonstra que há espaço para diferentes abordagens no mercado. A Square Enix, portanto, não descarta o estilo clássico, mas defende a liberdade criativa para que cada novo título adote a estrutura que melhor sirva à sua narrativa e ao engajamento do público.

O legado e o futuro da franquia

Ao refletir sobre a trajetória iniciada em Remake e Rebirth, o diretor considera que a trilogia serviu como um marco fundamental. A proposta de elevar o escopo e a escala dos jogos foi um desafio que ele acredita ter sido cumprido com sucesso, estabelecendo uma nova base para o que a marca pode alcançar.

O futuro da série, portanto, não está atrelado a uma única fórmula. A mensagem deixada pela equipe de desenvolvimento é de que Final Fantasy continuará a ser definido pela qualidade de suas histórias e personagens, independentemente de se apresentar como um jogo de ação frenética ou como um RPG de turnos mais tradicional.

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