MIM-104 Patriot: O Sistema Antimíssil que Define a Defesa Aérea Moderna
Desde 1984, o sistema MIM-104 Patriot é um dos pilares da defesa aérea e antimíssil de 18 países, protegendo territórios e populações contra ameaças que vão de caças modernos a mísseis balísticos.

A Fortaleza Móvel Que Mudou a Guerra
O MIM-104 Patriot não é apenas um sistema de defesa aérea. É uma declaração estratégica de supremacia no espaço aéreo.
Desenvolvido pela Raytheon durante a Guerra Fria, este complexo antimíssil nasceu da necessidade urgente de proteger forças terrestres e infraestruturas críticas contra a aviação soviética e seus mísseis balísticos táticos. Enquanto sistemas antigos como o Nike Hercules dependiam de instalações fixas e vulneráveis, o Patriot trouxe mobilidade, versatilidade e capacidade de engajamento múltiplo.
Hoje, o sistema opera em países como Estados Unidos, Alemanha, Japão, Israel, Arábia Saudita, Polônia e Ucrânia. Suas versões modernas PAC-3 e PAC-3 MSE incorporam tecnologia “hit-to-kill”, interceptando ameaças por impacto direto com precisão cirúrgica. Em conflitos recentes, da Guerra do Golfo à invasão russa da Ucrânia, o Patriot provou seu valor derrubando mísseis que, de outra forma, devastariam cidades inteiras.

O Que É o Sistema Patriot?
O Patriot Air and Missile Defense System é um sistema de defesa aérea móvel baseado em mísseis superfície-ar de médio e longo alcance.
Ao contrário de sistemas fixos anteriores, o Patriot é transportado em caminhões militares e pode ser desdobrado em questão de horas. Cada bateria inclui:
- Radar phased-array AN/MPQ-53/65 para detecção e rastreio
- Estação de Controle de Engajamento (ECS) com operadores
- Lançadores M901/M902/M903 com até 16 mísseis
- Geradores de energia e sistemas de comunicação
Sua função principal é interceptar aeronaves, mísseis balísticos táticos, mísseis de cruzeiro e drones. O sistema pode rastrear dezenas de alvos simultaneamente e guiar múltiplos mísseis em paralelo, criando uma bolha protetora sobre áreas críticas.
Papel no Campo de Batalha
O Patriot atua como camada intermediária em arquiteturas de defesa integrada:
- Defesa de área contra aeronaves inimigas
- Defesa antimíssil tática contra Scuds, Iskanders e similares
- Proteção de pontos críticos como bases, capitais e hubs logísticos
- Integração em rede com sistemas THAAD (camada superior) e NASAMS (camada inferior)
DESENVOLVIMENTO E HISTÓRIA: Da Guerra Fria ao Século XXI
O projeto começou em 1965 sob o codinome SAM-D (Surface-to-Air Missile Development), resposta direta à ameaça da aviação tática soviética na Europa.
Cronologia de Desenvolvimento
1969: Primeiro teste de voo em White Sands Missile Range
1976: Programa renomeado “Patriot” e acelerado
1984: Entrada em serviço operacional (MIM-104A)
1991: Batismo de fogo na Guerra do Golfo contra mísseis Scud
Final dos anos 1990: Introdução do revolucionário PAC-3 com capacidade “hit-to-kill”
2015: Lançamento do PAC-3 MSE com alcance ampliado
Por Que Foi Criado?
A OTAN enfrentava um dilema estratégico. Os sistemas de defesa aérea existentes eram:
- Fixos e facilmente alvejados
- Limitados contra mísseis balísticos
- Incompatíveis entre forças aliadas
O Patriot resolveu esses três problemas. Sua mobilidade permitia relocação constante. Seus mísseis podiam engajar tanto aeronaves quanto mísseis. E sua arquitetura modular facilitava integração entre exércitos da OTAN.
Evolução das Versões
| Versão | Especificação |
|---|---|
| MIM-104A | 1984-1988 / Aeronaves de alta performance |
| PAC-1 | 1988-1990 / Primeiras melhorias anti-míssil |
| PAC-2/GEM | 1990-2000 / Mísseis balísticos táticos |
| PAC-3 | 2001-2014 / Hit-to-kill contra mísseis |
| PAC-3 MSE | 2015-atual / Alcance e altitude ampliados |
Cada geração representou um salto tecnológico. O PAC-3, especialmente, mudou o paradigma ao abandonar ogivas de fragmentação em favor de interceptação cinética pura, destruindo alvos por impacto físico a velocidades hipersônicas.
DESIGN E CONSTRUÇÃO: Engenharia da Sobrevivência
O Patriot foi projetado para sobreviver primeiro, engajar depois.
Arquitetura Modular
Cada bateria Patriot opera de forma semi-autônoma:
- Radar de vigilância: detecta ameaças a mais de 100 km
- Posto de comando: processa dados e coordena lançamentos
- Lançadores distribuídos: espalhados em área de até 2 km²
- Comunicação redundante: links via cabo e rádio
Essa dispersão física reduz vulnerabilidade. Mesmo que um lançador seja destruído, a bateria continua operacional.
Materiais e Proteção
Os componentes terrestres utilizam:
- Chassis de caminhões militares padrão (facilita logística)
- Abrigos climatizados para eletrônica sensível
- Contêineres metálicos selados que servem como tubos de lançamento
Não há blindagem pesada. A filosofia é mobilidade sobre proteção passiva. Uma bateria Patriot pode ser desmontada e relocada em 30-60 minutos, dificultando ataques de saturação.
Contramedidas Eletrônicas
O radar AN/MPQ-65 incorpora:
- Filtros de clutter para separar alvos reais de ruído
- Técnicas de rejeição de interferência contra jammers
- Mudanças de frequência adaptativas para manter rastreio
Essas capacidades ECCM (Electronic Counter-Countermeasures) são críticas em ambientes de guerra eletrônica intensa.

ARMAMENTOS: O Arsenal de Precisão
O Patriot emprega diferentes tipos de mísseis conforme a ameaça.
PAC-2 e Variantes GEM
Função: Interceptação de aeronaves e mísseis balísticos
Alcance: Até 160 km contra aeronaves
Ogiva: Alto-explosivo com fragmentação
Guiamento: Comando via radar terrestre (TVM – Track Via Missile)
Esses mísseis maiores carregam ogivas de fragmentação que detonam próximo ao alvo, criando nuvem de estilhaços. Eficazes contra aeronaves, mas com limitações contra mísseis balísticos modernos.
PAC-3 e PAC-3 MSE
Função: Defesa antimíssil de teatro
Alcance: Até 60 km (variações conforme alvo)
Ogiva: Nenhuma, interceptação cinética pura
Guiamento: Radar ativo Ka-band no próprio míssil
O PAC-3 representou revolução tecnológica. Em vez de explodir próximo ao alvo, colide diretamente com ele a Mach 5+. Isso neutraliza ogivas químicas, biológicas ou nucleares sem detonação.
O PAC-3 MSE amplia esse conceito:
- Motor de dois pulsos (maior alcance)
- Superfícies de controle ampliadas (maior manobrabilidade)
- Capacidade contra alvos hipersônicos
Capacidade de Carga
Lançador M901: 4 mísseis PAC-2
Lançador M902: 16 mísseis PAC-3
Lançador M903: Configuração mista (PAC-2, PAC-3, MSE, SkyCeptor)
Uma bateria típica com 8 lançadores pode carregar 64-128 mísseis, dependendo da combinação escolhida.
TECNOLOGIA E SISTEMAS: O Cérebro Eletrônico
A eficácia do Patriot não vem apenas dos mísseis, mas da arquitetura de sensores e computação que os coordena.
Radar Phased-Array AN/MPQ-65
Este é o coração do sistema. Diferente de radares mecânicos que giram fisicamente, o MPQ-65 usa varredura eletrônica para rastrear múltiplos alvos instantaneamente.
Capacidades principais:
- Detecção de alvos até 170+ km
- Rastreio simultâneo de 125+ objetos
- Guiamento de 9 mísseis em paralelo
- Operação em banda C (5,2-5,9 GHz)
O radar executa quatro funções simultaneamente:
- Busca de novos alvos
- Rastreio de ameaças identificadas
- Guiamento de mísseis já lançados
- Identificação amigo-inimigo (IFF)
Integração em Rede
O Patriot não opera isolado. Ele se conecta a:
- Link 16: rede tática da OTAN para compartilhamento de dados
- IBCS (Integrated Battle Command System): arquitetura americana que integra sensores de múltiplas plataformas
- Sensores externos: satélites, AWACs, radares Over-the-Horizon
Essa integração permite que um míssil Patriot seja guiado por radar de outra bateria, ou que alertas de satélite disparem automaticamente interceptações.
Guerra Eletrônica
Em ambientes contestados, adversários usam jammers para cegar radares. O Patriot responde com:
- Modos de baixa probabilidade de interceptação (LPI)
- Saltos de frequência adaptativos
- Processamento Doppler avançado para filtrar interferência
Essas técnicas mantêm rastreio mesmo sob intensa guerra eletrônica.
Automação e Processamento
Computadores dedicados executam:
- Detecção automática de ameaças via algoritmos de reconhecimento de padrões
- Priorização de alvos por periculosidade (mísseis balísticos > aeronaves > drones)
- Cálculo de trajetórias para interceptação ideal
- Recomendação de engajamento ao operador humano
Embora o sistema possa operar em modo totalmente automático, a decisão final de disparar permanece com operadores humanos por questões éticas e legais.

Números Que Salvam Vidas
Entender o desempenho do Patriot exige contexto, não apenas especificações brutas.
Alcance e Altitude
PAC-2: Até 160 km contra aeronaves subsônicas
PAC-3: Até 40 km de altitude para interceptação de mísseis balísticos
PAC-3 MSE: Envelope ampliado (dados exatos classificados)
O que isso significa? Uma bateria Patriot cria zona protegida de aproximadamente 300 km². Mas a curvatura da Terra limita detecção de alvos baixos a cerca de 40-50 km. Para coberturas regionais, múltiplas baterias são necessárias.
Velocidade de Resposta
Do alerta à interceptação: 9-15 segundos em modo automático.
Contra um míssil balístico viajando a Mach 5, esse tempo é crítico. Atrasos de segundos podem significar a diferença entre interceptação a 10 km de altitude (segura) ou 2 km (fragmentos atingem o solo).
Limitações Naturais
Terreno: Montanhas e edifícios bloqueiam radar em baixas altitudes
Condições climáticas: Chuva intensa reduz alcance de detecção
Alvos furtivos: Aeronaves com baixa seção radar exigem aproximação maior
Saturação: Sistema pode ser sobrecarregado por ataques massivos coordenados
FICHA TÉCNICA
| Característica | Especificação |
|---|---|
| País de origem | Estados Unidos |
| Fabricante principal | Raytheon (sistema) / Lockheed Martin (PAC-3) |
| Peso do míssil | 900 kg (PAC-2) / 312 kg (PAC-3) |
| Comprimento | 5,31 m (PAC-2) / 5,20 m (PAC-3) |
| Propulsão | Motor-foguete sólido |
| Tripulação/bateria | 90-120 militares |
| Ano de introdução | 1984 (PAC-1) / 2001 (PAC-3) / 2015 (MSE) |
| Velocidade máxima | Mach 5+ |
| Alcance efetivo | 70-160 km (variável) |
| Custo por bateria | US$ 1,09-2,5 bilhões |
VANTAGENS E PONTOS FORTES: Por Que o Patriot Domina
Versatilidade Sem Igual
O Patriot é o único sistema que engaja simultaneamente:
- Caças supersônicos
- Bombardeiros estratégicos
- Mísseis balísticos táticos
- Mísseis de cruzeiro
- Drones avançados
Essa polivalência elimina necessidade de múltiplos sistemas especializados.
Histórico de Combate Comprovado
Guerra do Golfo (1991): Primeira defesa antimíssil balístico da história
Iraque (2003): Proteção de forças de coalizão
Israel: Integração com Arrow e Iron Dome
Ucrânia (2022-2025): Defesa contra mísseis russos Iskander e Kinzhal
Poucos sistemas de defesa aérea possuem registro tão extenso de uso real.
Integração OTAN
Todos os membros da OTAN com defesa aérea avançada operam ou integram com Patriot. Isso permite:
- Interoperabilidade total em operações conjuntas
- Compartilhamento de inteligência via redes unificadas
- Logística simplificada entre aliados
Capacidade “Hit-to-Kill”
O PAC-3 destrói alvos por impacto cinético direto. Isso neutraliza:
- Ogivas químicas sem dispersão de agentes
- Ogivas biológicas sem liberação de patógenos
- Ogivas nucleares sem detonação
Nenhum sistema baseado em fragmentação oferece essa segurança.

O Preço da Supremacia
Custo Proibitivo
Bateria completa: US$ 1-2,5 bilhões
Míssil PAC-3 MSE: US$ 6-10 milhões por unidade
Para perspectiva, esse custo de um único míssil poderia comprar:
- 3-5 drones militares sofisticados
- 10-15 mísseis antitanque Javelin
- 200-300 foguetes de artilharia guiados
Manutenção Complexa
Cada bateria exige:
- Equipes especializadas em radar, mísseis, eletrônica
- Calibração periódica de sensores
- Atualizações de software frequentes
- Peças de reposição caras e específicas
Estimativas sugerem US$ 30-50 milhões anuais de manutenção por bateria.
Logística Pesada
Uma bateria Patriot mobilizada pesa:
- 8 lançadores rebocados
- 1 radar em semirreboque
- 1 estação de controle
- Geradores e veículos de suporte
Transporte aéreo estratégico exige múltiplos voos de C-17 ou C-5. Mobilidade operacional é limitada comparada a sistemas mais leves.
Críticas Históricas
Guerra do Golfo: Taxa de acerto inicial de 96% foi revista para 40-70% em análises posteriores
Fratricide: Incidentes de fogo amigo, incluindo derrubada de aeronaves aliadas
Vulnerabilidade a saturação: Ataques massivos podem esgotar estoque de mísseis rapidamente
Especialistas debatem se o Patriot conseguiria defender contra enxames de drones baratos ou mísseis hipersônicos manobrantes.
COMPARAÇÃO COM CONCORRENTES
Patriot PAC-3 vs S-400 Triumf (Rússia)
| Aspecto | Patriot PAC-3 |
|---|---|
| Alcance máximo | 60-160 km |
| Altitude máxima | 40 km |
| Alvos simultâneos | 9 mísseis guiados |
| Custo por bateria | US$ 1-2,5 bilhões |
| Integração OTAN | Total |
| Aspecto | S-400 Triumf |
|---|---|
| Alcance máximo | 400 km |
| Altitude máxima | 30 km (185 km exoatmosférico) |
| Alvos simultâneos | 36 alvos rastreados |
| Custo por bateria | US$ 500 milhões – 1 bilhão |
| Integração OTAN | Nenhuma |
Vantagem do S-400: Alcance muito superior, pode engajar alvos que Patriot não alcança.
Vantagem do Patriot: Tecnologia hit-to-kill comprovada, integração com arquiteturas ocidentais, histórico de combate extenso.
Patriot PAC-3 vs THAAD (EUA)
| Aspecto | Patriot PAC-3 |
|---|---|
| Foco primário | Defesa de área/ponto |
| Altitude interceptação | Até 40 km |
| Alcance | 60-160 km |
| Contra aeronaves | Excelente |
| Custo por míssil | US$ 4-10 milhões |
| Aspecto | THAAD |
|---|---|
| Foco primário | Defesa antimíssil de teatro |
| Altitude interceptação | Até 150 km |
| Alcance | 200+ km |
| Contra aeronaves | Limitado |
| Custo por míssil | US$ 12-15 milhões |
Vantagem do THAAD: Interceptação em altitude muito superior, ideal contra mísseis balísticos de médio alcance.
Vantagem do Patriot: Versatilidade contra aeronaves e mísseis de cruzeiro, menor custo, maior disponibilidade global.
Patriot PAC-3 vs IRIS-T SLM (Alemanha)
| Aspecto | Patriot PAC-3 |
|---|---|
| Alcance | 60-160 km |
| Foco | Defesa multicamada |
| Mobilidade | Média (rebocado) |
| Maturidade | 40 anos em serviço |
| Custo | US$ 1-2,5 bi/bateria |
| Aspecto | IRIS-T SLM |
|---|---|
| Alcance | 40 km |
| Foco | Defesa de ponto |
| Mobilidade | Alta (veículo único) |
| Maturidade | Introduzido em 2021 |
| Custo | US$ 150-200 mi/bateria |
Vantagem do IRIS-T: Muito mais leve e móvel, ideal para defesa tática rápida.
Vantagem do Patriot: Maior alcance, capacidade antimíssil balístico superior, rede de suporte global estabelecida.

USO EM CONFLITOS: Batismo de Fogo
Guerra do Golfo (1991)
Missão: Interceptar mísseis Scud iraquianos lançados contra Israel e Arábia Saudita.
O Patriot foi empregado pela primeira vez como sistema antimíssil balístico. Embora reivindicações iniciais fossem otimistas, análises posteriores mostraram desafios significativos:
- Mísseis Scud se fragmentavam na reentrada, criando múltiplos alvos
- Rastreio de destroços versus ogiva real era difícil
- Interceptações nem sempre neutralizavam a ogiva
Lição aprendida: Necessidade de tecnologia hit-to-kill levou ao desenvolvimento do PAC-3.
Operações no Iraque (2003-2011)
Baterias Patriot protegeram:
- Bases da coalizão
- Rotas de suprimento
- Zonas de pouso de aeronaves
Incidentes notáveis: Derrubada acidental de aeronaves aliadas destacou necessidade de melhorar IFF.
Defesa de Israel
Israel opera Patriot integrado com:
- Arrow: Defesa contra mísseis balísticos de longo alcance
- David’s Sling: Defesa contra mísseis de médio alcance
- Iron Dome: Defesa contra foguetes de curto alcance
Essa arquitetura multicamadas provou-se eficaz contra ataques do Hezbollah e Hamas.
Guerra na Ucrânia (2022-atual)
Emprego estratégico:
- Defesa de Kiev contra mísseis Iskander e Kinzhal
- Proteção de infraestrutura energética crítica
- Coordenação com IRIS-T e NASAMS para cobertura completa
Baterias Patriot ucranianas enfrentam desafio único: volume de ataques sustentado. Rússia lança dezenas de mísseis simultaneamente, forçando uso criterioso de interceptores caros.
Resultados conhecidos:
- Múltiplas interceptações confirmadas de mísseis hipersônicos Kinzhal
- Defesa bem-sucedida de alvos de alto valor
- Algumas perdas de lançadores por ataques saturados
A Economia da Defesa
Investimento por País
| País | Investimento |
|---|---|
| Estados Unidos (FY 2022) | Bateria: US$ 1,09 bilhão |
| Polônia (4 baterias + IBCS) | US$ 4,75 bilhões |
| Romênia (7 baterias) | US$ 3,9 bilhões |
| Suíça (5 baterias) | US$ 2,1 bilhões |
Custo por Míssil
| Tipo de Míssil | Custo |
|---|---|
| PAC-2 GEM-T (interno) | US$ 3-4 milhões |
| PAC-2 GEM-T (exportação) | US$ 5-6 milhões |
| PAC-3 (interno) | US$ 4 milhões |
| PAC-3 (exportação) | US$ 6-8 milhões |
| PAC-3 MSE (interno) | US$ 4-6 milhões |
| PAC-3 MSE (exportação) | US$ 6-10 milhões |
Produção Global
Raytheon e Lockheed Martin produzem:
- Centenas de mísseis anualmente
- Mais de 1.000 mísseis encomendados apenas por consórcio europeu em 2024
Países operadores (18 nações):
🇺🇸 Estados Unidos | 🇩🇪 Alemanha | 🇳🇱 Países Baixos | 🇬🇷 Grécia
🇪🇸 Espanha | 🇷🇴 Romênia | 🇸🇪 Suécia | 🇵🇱 Polônia
🇨🇭 Suíça | 🇯🇵 Japão | 🇰🇷 Coreia do Sul | 🇹🇼 Taiwan
🇮🇱 Israel | 🇸🇦 Arábia Saudita | 🇰🇼 Kuwait | 🇦🇪 EAU
🇶🇦 Catar | 🇧🇭 Bahrein
FUTURO DO VEÍCULO: Próximas Décadas
Modernizações em Andamento
LTAMDS (Lower Tier Air and Missile Defense Sensor):
- Novo radar AESA 360° baseado em nitreto de gálio (GaN)
- Detecção aprimorada contra alvos furtivos e hipersônicos
- Cobertura hemisférica completa
- Primeiras unidades esperadas para 2025-2027
Integração com IBCS:
- Arquitetura que permite baterias Patriot receberem dados de qualquer sensor
- Disparo de mísseis por designação de plataformas externas
- Resiliência aumentada contra ataques a radares
SkyCeptor:
- Interceptador derivado do Stunner israelense
- Menor custo que PAC-3 MSE
- Integração em lançadores M903
Vida Útil Estimada
Com investimentos contínuos, o Patriot deve permanecer em serviço até 2040-2050. Fatores que sustentam essa longevidade:
- Base industrial estabelecida em múltiplos países
- Arquitetura modular permite atualizações sem redesenho completo
- Interoperabilidade com aliados torna substituição complexa
Possíveis Substitutos
Não há sistema único planejado para substituir o Patriot. Em vez disso, tendência é integração de camadas:
- THAAD/Aegis Ashore: Camada superior contra mísseis balísticos
- Patriot modernizado: Camada intermediária
- NASAMS/IRIS-T: Camada inferior contra drones e cruzeiros
A função do Patriot pode ser parcialmente absorvida por sistemas dirigidos de energia (lasers, microondas) nas próximas duas décadas, mas mísseis cinéticos permanecerão necessários para alvos de alta prioridade.

1. O sistema Patriot ainda está em uso ativo?
Sim. O Patriot não apenas permanece ativo, mas está sendo expandido. Países como Polônia, Romênia e Suíça adquiriram recentemente baterias novas. As versões PAC-3 e PAC-3 MSE representam tecnologia de ponta em defesa antimíssil.
2. Ele é o sistema de defesa aérea mais poderoso do mundo?
Depende da métrica. Em alcance puro, sistemas como S-400 ou THAAD superam o Patriot. Mas em versatilidade (aeronaves + mísseis balísticos + cruzeiros), integração em rede e histórico de combate, o Patriot lidera.
3. Quantos países operam o Patriot?
Aproximadamente 18 nações, incluindo todos os grandes aliados dos EUA. A base de operadores continua crescendo, com Ucrânia sendo adição recente.
4. O Patriot já foi usado em guerra real?
Sim, extensivamente:
- Guerra do Golfo (1991)
- Iraque (2003-2011)
- Defesa de Israel (2000s-atual)
- Arábia Saudita contra ataques Houthi
- Ucrânia contra mísseis russos (2022-atual)
5. Existe versão de exportação diferente da versão americana?
Sim. Versões de exportação geralmente têm:
- Software com algumas restrições (principalmente em guerra eletrônica)
- Configurações de sensores adaptadas ao comprador
- Custos 20-100% superiores devido a suporte e transferência de tecnologia
Mas o núcleo tecnológico (mísseis PAC-3 MSE, radares AN/MPQ-65) é idêntico ou muito similar.

O Guardião que Continua Evoluindo
O MIM-104 Patriot representa mais que tecnologia militar. É símbolo de compromisso estratégico entre democracias ocidentais.
Quarenta anos após sua introdução, o sistema permanece relevante porque evoluiu continuamente. Do PAC-1 original focado em aeronaves ao PAC-3 MSE capaz de interceptar mísseis hipersônicos, o Patriot acompanhou as ameaças.
Seu legado inclui:
✅ Primeira defesa antimíssil balístico operacional da história
✅ Arquitetura de referência para integração OTAN
✅ Tecnologia hit-to-kill que redefiniu interceptação
✅ Proteção comprovada de milhões de civis em zonas de conflito
Mas desafios permanecem. Custos astronômicos, vulnerabilidade a saturação e dúvidas sobre eficácia contra hipersônicos de próxima geração exigem atenção.
O futuro do Patriot não é substituição, mas integração. Com LTAMDS, IBCS e novos interceptadores, o sistema se tornará nó em rede de defesa distribuída. Radares terrestres, sensores espaciais, lasers direcionados e mísseis cinéticos operarão como organismo único.
Para nações que valorizam soberania aérea, o Patriot continuará sendo investimento estratégico essencial por décadas.
Fontes e Referência

Joseli Lourenço
Pesquisadora independente de história e tecnologia militar, dedicada a documentar os marcos e as inovações que transformaram os campos de batalha.
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