CH-47 Chinook: O Helicóptero que Carrega Tanques, Tropas e História
Mais de 60 anos nas frentes de batalha, o Chinook carrega artilharia, tropas e esperança onde nenhum outro helicóptero chega.

Por que o Chinook ainda importa?
Poucos sistemas militares sobrevivem seis décadas de evolução tecnológica e ainda saem do hangar como a principal escolha de mais de 20 países. O Boeing CH-47 Chinook é um deles.
Criado nos anos 1960 para resolver um problema concreto — mover artilharia pesada, tropas e suprimentos em terrenos onde jipes e caminhões simplesmente não chegam — o Chinook se transformou no espinho logístico da aviação do Exército dos EUA e de dezenas de aliados ao redor do globo.
O helicóptero nasceu da Guerra Fria e da doutrina de aeromobilidade americana. Era preciso mover um pelotão inteiro, um obuseiro 155 mm e suas munições em uma única surtida, em montanhas, selvas ou desertos. O Sikorsky CH-37 Mojave, movido a pistão, ficava para trás. O Exército queria turbinas — mais potência, mais confiabilidade, mais carga. O resultado está em produção até hoje, na versão CH-47F Block II, com previsão de voar além de 2060.

Dois Rotores, Uma Missão: Carregar o Impossível
Tipo: Helicóptero militar de transporte pesado, bimotor, rotores em tandem
Função principal:
- Transporte de tropas (até 44 soldados equipados)
- Carga interna (paletes, munições, artilharia)
- Carga externa em eslinga com sistema de triplo gancho (até 12 toneladas)
Papel no campo de batalha:
O Chinook é o “caminhão aéreo” das forças terrestres. Ele não combate — ele sustenta o combate. Sem ele, baterias de artilharia não chegam às montanhas, bases avançadas ficam sem munição, feridos graves não são evacuados a tempo.
| Especificação | Dado |
|---|---|
| Tipo | Helicóptero de transporte pesado |
| Rotores | 2 em tandem, contrarrotativos |
| Tripulação mínima | 3 (piloto, copiloto, operador de carga) |

De Protótipo da Guerra Fria à Linha de Montagem Ativa — A História do Chinook
Início do projeto: 1956–1957, Estados Unidos
Motivo da criação: O Exército americano precisava substituir o velho Sikorsky CH-37 Mojave e os helicópteros H-21 Shawnee — máquinas a pistão, lentas e limitadas. A doutrina de aeromobilidade exigia algo maior, mais potente e confiável em qualquer clima.
Como surgiu:
- 1957 — A empresa Vertol inicia estudos do modelo V-107 (rotores em tandem)
- 1958 — O Exército encomenda testes do YHC-1A
- 1961 — Primeiro voo do protótipo YCH-1B, em 21 de setembro
- 1962 — Redesignação para CH-47A e batismo como “Chinook”
- 1962 — Primeiras entregas ao Exército dos EUA
Evolução ao longo das décadas:
- CH-47A (1962) — Versão original, 354 unidades, usada intensamente no Vietnã
- CH-47B (1967) — Motores mais potentes, melhorias aerodinâmicas
- CH-47C (anos 1970) — “Super C” com 3.750 hp por motor, MTOW de 21 toneladas
- CH-47D (1982) — Upgrade total: pás compostas, aviônicos modernos, triplo gancho
- CH-47F (2007) — Cockpit digital, célula redesenhada, motores de ~4.868 hp
- CH-47F Block II (2024) — Versão atual, com primeiro voo de produção em abril de 2024
Substituiu: Sikorsky CH-37 Mojave e Piasecki H-21 Shawnee

A Engenharia por Trás dos Dois Rotores — Design e Construção
O traço mais marcante do Chinook é imediato: dois rotores gigantes, um na frente e outro atrás, girando em sentidos opostos. Sem rotor de cauda.
Isso não é detalhe estético. É a decisão de engenharia mais importante do projeto.
Num helicóptero convencional, o rotor de cauda consome entre 10% e 15% da potência total só para evitar que a aeronave gire em torno de si mesma. O Chinook elimina esse desperdício: toda a potência vai para sustentação e movimento. O resultado é mais carga, mais eficiência.
Estrutura da fuselagem:
- Liga de alumínio em construção semi-monocoque
- Seções fresadas de grande porte nas versões D e F (menos vibração, menos manutenção)
- Rampa traseira larga para entrada de veículos e paletes
- Portas laterais para tropas e posições de metralhadora
Pás de rotor:
- Versões iniciais: pás metálicas
- CH-47D em diante: pás compostas, mais resistentes à fadiga
- Algumas configurações projetadas para resistir a impactos de munição de 23 mm
Dois motores Honeywell T55 instalados no pylon traseiro, ligados por eixos a ambos os rotores — se um motor falhar, o outro ainda aciona os dois rotores ao mesmo tempo.

Blindagem, Proteção e Sobrevivência
O Chinook não é um tanque voador. Por isso, sua proteção é seletiva e inteligente.
Proteção passiva:
- Assentos blindados para a tripulação
- Proteção de piso em áreas críticas (especialmente nas versões para Operações Especiais)
- Tanques de combustível protegidos contra danos de combate
Sistemas defensivos ativos (versões modernas CH-47F e MH-47G):
- RWR — Receptor de alerta de radar (avisa quando está sendo rastreado)
- MAWS — Receptor de alerta de aproximação de mísseis
- Chaff e flares — Engodos contra mísseis guiados por radar e calor
- IR Suppressors — Supressores de calor nos escapamentos, para dificultar mísseis infravermelhos
Na versão MH-47G Block II (Operações Especiais), há uma suíte defensiva completa e integrada, desenvolvida especificamente para missões noturnas em áreas de alto risco.
Sobrevivência estrutural:
- Capacidade de voo com um motor em pesos reduzidos
- Sistemas hidráulicos e elétricos redundantes nas versões D e F
- Estrutura projetada para pousos de emergência duros com degradação controlada
Armamento — Proteção, Não Ataque
O Chinook não é uma plataforma de combate primária. Seu armamento é de autodefesa.
Configuração típica (CH-47D/F):
- Até 3 metralhadoras M240B de 7,62 mm — nas portas laterais e rampa traseira
- Função: supressão de ameaças próximas durante pouso e decolagem
Na versão MH-47G (Operações Especiais):
- 2 metralhadoras rotativas M134 Minigun (7,62 mm) nas portas laterais
- 2 metralhadoras M240 na rampa traseira
Curiosidade histórica — ACH-47A “Guns A Go-Go”: Durante o Vietnã, 4 Chinooks foram convertidos em helicópteros canhoneiros experimentais, com canhões de 20 mm, foguetes de 70 mm e lançadores de granadas de 40 mm. O programa foi cancelado pelo custo de manutenção absurdo e pela necessidade urgente de helicópteros de transporte.

Cérebro Digital no Cockpit — Tecnologia e Sistemas Embarcados
Aqui está onde o Chinook moderno dá um salto de geração. O CH-47F e o MH-47G são aeronaves com eletrônica de última geração.
Cockpit CAAS — Common Avionics Architecture System:
Múltiplos displays multifuncionais digitais substituem os antigos painéis analógicos. O piloto enxerga informações de voo, navegação, sistemas e alertas em telas integradas. Isso reduz drasticamente a carga cognitiva em missões complexas.
DAFCS — Digital Advanced Flight Control System:
Sistema de controle de voo digital que automatiza manutenção de altitude, rumo e perfil de aproximação. Na prática: menos fadiga de piloto, mais precisão, especialmente em terrenos montanhosos e condições de vento forte.
APAS — Active Parallel Actuator System (Block II):
Otimiza a divisão de torque entre os dois rotores em tempo real. Resultado: maior eficiência e estabilidade com cargas pesadas ou assimétricas.
Sensores nas versões de Operações Especiais (MH-47G):
- FLIR (Forward Looking Infrared) em torre no nariz — enxerga no escuro e no calor
- Radar de seguimento de terreno — permite voar em baixíssima altitude no escuro, evitando montanhas e obstáculos automaticamente
- GPS e navegação inercial integrados — posicionamento preciso mesmo sem sinal externo
Guerra eletrônica:
- Receptores de alerta ligados a sistemas automáticos de contramedidas
- Possibilidade de DIRCM (Contramedidas Infravermelhas Direcionais) em plataformas de alto risco
Comunicação:
- Rádios UHF/VHF militares com voz e dados criptografados
- Capacidade de integração com redes táticas de comando e controle de brigadas e divisões
- Em operações de coalizão: compatível com sistemas de controle aéreo aliados
Desempenho Real — O que os Números Significam na Prática
Números principais (CH-47F / Block II)
| Dado | Valor |
|---|---|
| Velocidade máxima | ~315 km/h (170 nós) |
| Alcance de combate (com carga) | 300–400 km |
| Alcance de translado | até 1.400 km |
| Carga externa máxima | ~12.000 kg |
| Teto de serviço | ~5.640 m |
| MTOW (Block II) | ~24.500 kg |
O que isso significa na prática?
315 km/h é rápido para um helicóptero pesado. Outros transportadores pesados voam bem mais devagar. Essa velocidade reduz o tempo de exposição a ameaças durante o trânsito e encurta janelas logísticas em teatros extensos.
12 toneladas de carga externa significa carregar um obuseiro M777 de 155 mm, sua equipe e munições em um único voo. Sem o Chinook, isso exigiria múltiplas surtidas de helicópteros médios.
300–400 km de alcance operacional permite partir de uma base segura e apoiar posições avançadas centenas de quilômetros à frente — fundamental no Afeganistão, onde as montanhas tornavam qualquer rota terrestre impraticável.
No Afeganistão, o Chinook era frequentemente o único helicóptero com potência suficiente para operar em altitudes acima de 3.000 metros com carga útil real. Os helicópteros médios ficavam para trás.
Ficha Técnica
| Especificação | Dados |
|---|---|
| País de origem | Estados Unidos |
| Fabricante | Boeing Defense, Space & Security |
| Peso máximo de decolagem | ~24.500 kg (Block II) |
| Motores | 2x Honeywell T55-715 (~5.000 hp cada) |
| Tripulação | 3–4 (piloto, copiloto, 1–2 operadores de carga) |
| Ano de introdução | 1962 (CH-47A) / 2007 (CH-47F) |

Por que Militares do Mundo Todo Querem um Chinook — Vantagens e Pontos Fortes
🔹 Carga que nenhum rival tático oferece Sistema de triplo gancho ventral permite carregar até três cargas independentes ao mesmo tempo, ajustando o centro de gravidade dinamicamente. Nenhum helicóptero de porte comparável faz isso.
🔹 Potência total sem desperdício Sem rotor de cauda, toda a potência vai para carga e movimento. Em condições “hot and high” (calor + altitude), isso é a diferença entre completar a missão ou não.
🔹 Velocidade acima da média ~315 km/h coloca o Chinook entre os helicópteros de transporte pesado mais rápidos do mundo. Menos tempo em rota = menos risco.
🔹 Versatilidade real A mesma célula que transporta tropas de manhã pode: evacuar feridos ao meio-dia, entregar munições à tarde e recuperar uma aeronave abatida ao anoitecer.
🔹 Décadas de experiência acumulada Mais de 60 anos de dados operacionais em selva, deserto, montanha e ártico. Cada versão foi refinada com lições reais de combate.
🔹 Modernizabilidade Células da versão A foram convertidas para D. Células D foram convertidas para F. A estrutura básica dura décadas — só os sistemas internos mudam.
Limitações e Críticas — Nenhuma Máquina é Perfeita
💰 Custo elevado Preço médio atual: ~US$ 38 milhões por unidade. Versões de Operações Especiais (MH-47G) custam significativamente mais, devido à eletrônica embarcada e sistemas defensivos.
🔧 Manutenção intensa Transmissão de duplo rotor em tandem é mais complexa que sistemas convencionais. Requer equipes especializadas e infraestrutura robusta. No Vietnã, o custo de manutenção das versões canhoneiras ACH-47A inviabilizou o programa.
📦 Logística pesada As dimensões do Chinook dificultam o transporte estratégico por cargueiros menores. Uma frota grande exige planejamento logístico específico e instalações adequadas.
📡 Assinatura radar e infravermelha elevada Dois motores grandes + fuselagem volumosa = fácil de detectar. Em ambientes de alta ameaça antiaérea, depende de escolta e táticas de mitigação.
⛰️ Degradação em altitude extrema No Vietnã, a carga útil nas montanhas caía 20–30% em relação às áreas costeiras. Nos modelos mais antigos, o limite de transmissão era o gargalo. Versões modernas melhoraram muito — mas a física do ar rarefeito ainda cobra seu preço.

Três Rivais na Balança — Chinook vs. Concorrentes
1. Mil Mi-26 “Halo” (Rússia)
| Critério | Resultado |
|---|---|
| Capacidade de carga | Mi-26 vence — carrega mais de 20 toneladas (o dobro do Chinook) |
| Flexibilidade tática | Chinook vence — menor, mais ágil, mais fácil de operar em campo |
| Rede de suporte global | Chinook vence — mais de 20 países operadores com infraestrutura consolidada |
Veredicto: O Mi-26 é um monstro para cargas superdimensionadas. O Chinook é o escolhido para operações táticas contínuas.
2. Sikorsky CH-53E/K Super Stallion (EUA / USMC)
| Critério | Resultado |
|---|---|
| Operação naval | CH-53 vence — projetado para navios anfíbios |
| Operação terrestre | Chinook vence — mais otimizado para apoio ao Exército |
| Estabilidade com cargas múltiplas | Chinook vence — sistema de triplo gancho sem rival |
Veredicto: O CH-53 é o rei dos porta-helicópteros. O Chinook é o rei das operações terrestres.
3. CH-53G (Alemanha) — o rival que virou cliente
| Critério | Resultado |
|---|---|
| Capacidade de carga | CH-47F Block II vence |
| Modernidade dos sistemas | CH-47F Block II vence |
| Desfecho | A Alemanha escolheu o Chinook para substituir sua frota de CH-53G em 2022 |
Veredicto: A própria Alemanha validou a superioridade do Chinook ao abandonar o CH-53G em favor do Block II.
Uso Real em Conflitos — Onde o Chinook Fez a Diferença
🌿 Guerra do Vietnã (1965–1975) Operação intensa dos modelos A, B e C. Principal função: transportar artilharia para posições em montanha, reabastecimento de munições e recuperação de aeronaves abatidas. Cerca de 200 Chinooks perdidos entre combate e acidentes. Uma versão canhoneira (ACH-47A “Guns A Go-Go”) foi testada em combate com resultados positivos, mas cancelada pela demanda de transporte.
⚔️ Guerra do Golfo (1990–1991) Cerca de 163 CH-47D desdobrados para Arábia Saudita e Kuwait. Missões de transporte de tropas e suprimentos em escala massiva no ambiente desértico.
🏔️ Afeganistão (2001–2021) O teatro que mais evidenciou o valor do Chinook. Em altitudes acima de 3.000 metros, era frequentemente o único helicóptero com capacidade real de carga. Operou em inserções noturnas, MEDEVAC e abastecimento de bases remotas. Participação de EUA, Reino Unido, Holanda, Canadá, Austrália, Espanha e Itália.
🚁 Guerra das Malvinas (1982) Três Chinooks britânicos destruídos quando o navio Atlantic Conveyor foi atingido por um míssil Exocet. Um único sobrevivente — o famoso “Bravo November” — operou sozinho carregando até 81 soldados em uma única surtida, tornando-se símbolo da campanha.
🌊 Fukushima (2011) CH-47 japoneses lançaram água sobre os reatores danificados com placas de chumbo no piso para proteger a tripulação da radiação.

Números de Produção e o Que Eles Revelam — Custo e Escala Global
Custo unitário estimado: ~US$ 38 milhões (configuração padrão CH-47F) Versões MH-47G para Operações Especiais: significativamente mais caras.
Total produzido: ~1.150–1.200 unidades (militares + civis, todas as versões)
Produção por variante:
- CH-47A: 354 unidades
- CH-47B: 108 unidades
- CH-47C: 233 unidades (sem licenciadas)
- CH-47D: 472 conversões para o Exército dos EUA
- CH-47F / MH-47G: produção em andamento desde 2006
Principais operadores hoje:
| País | Frota estimada |
|---|---|
| Estados Unidos | 500+ |
| Japão | ~83 (CH-47J/JA) |
| Reino Unido | ~57 + 14 encomendados |
| Coreia do Sul | ~43 |
| Grécia | ~25 |
| Singapura | ~18–26 |
Outros operadores: Espanha, Itália, Holanda, Canadá, Austrália, Emirados Árabes, Irã (frota CH-47C, apesar do embargo).

O Chinook em 2030 e Além — Futuro e Modernizações
CH-47F Block II — o presente:
- Motores Honeywell T55-715 com ~20% mais potência
- MTOW ampliado para ~24.500 kg
- Sistema de combustível redesenhado (menos tanques, mais capacidade, menos peso)
- Três geradores de 60 kVA para maior capacidade elétrica
- Primeiro voo de produção: abril de 2024, Philadelphia
MH-47G Block II — Operações Especiais:
- Inclui tudo do Block II + reabastecimento em voo + suíte defensiva completa + radar de seguimento de terreno
Programas nacionais em curso:
- Alemanha — ~60 CH-47F Block II para substituir frota CH-53G (seleção feita em 2022)
- Reino Unido — 14 HC.6A encomendados em 2021
- Espanha e Holanda — conversão de frotas para padrão F
Substituto planejado? O programa Future Vertical Lift (FVL) dos EUA foca em substituir helicópteros médios. O Chinook não está na lista de substituição imediata. A previsão é que permaneça em serviço no Exército dos EUA muito além de 2060.
Estudos de um possível Block III com motores de classe 6.000 hp existem, mas permanecem em fase conceitual.

FAQ
❓ Qual a capacidade de carga do CH-47 Chinook? O Chinook pode transportar internamente até ~44 soldados equipados, ou externamente até ~12 toneladas de carga usando seu sistema de triplo gancho. Na versão Block II, a meta é 10 toneladas em condições de calor e altitude combinados.
❓ Quanto custa um helicóptero CH-47 Chinook? O custo médio de um CH-47F novo gira em torno de US$ 38 milhões, dependendo da configuração e do contrato. Versões de Operações Especiais (MH-47G) custam consideravelmente mais.
❓ O Chinook ainda está em produção? Sim. Em fevereiro de 2026, a Boeing continua produzindo o CH-47F Block II na fábrica de Philadelphia. O primeiro exemplar de série voou em abril de 2024.
❓ Qual a diferença entre o CH-47 e o MH-47? O CH-47 é a versão de transporte padrão do Exército. O MH-47 é a variante para Operações Especiais, com FLIR, radar de seguimento de terreno, reabastecimento em voo e suíte defensiva avançada, operado pelo 160th SOAR (“Night Stalkers”).
❓ O Chinook é mais eficiente que o UH-60 Black Hawk? São complementares. O UH-60 é mais ágil e rápido para transporte tático de esquadras (11–13 soldados). O Chinook carrega três a quatro vezes mais carga ou tropas em uma surtida. Em logística pesada e montanha, o Chinook não tem substituto na frota do Exército americano.

Sessenta Anos Não Mentem
O CH-47 Chinook não é a aeronave mais sexy da aviação militar. Não é furtivo, não dispara mísseis, não voa na velocidade do som.
Mas é, provavelmente, a aeronave de asas rotativas mais relevante operacionalmente da história militar moderna.
Do Vietnã às montanhas do Afeganistão, das Malvinas ao terremoto do Caxemira, o Chinook esteve onde a logística era impossível e o tempo era curto. Sua arquitetura de duplo rotor tandem — uma escolha arrojada nos anos 1960 — provou ser tão eficiente que nenhum fabricante sério conseguiu oferecer um substituto convincente em mais de meio século.
O fato de que a Alemanha, em 2022, escolheu o Chinook para substituir sua própria frota de CH-53G é talvez o endosso mais eloquente possível: quando você precisa de um helicóptero de transporte pesado que funcione de verdade, o CH-47 ainda é a resposta.
Vai voar além de 2060. E provavelmente ainda vai estar carregando o impossível quando chegar lá.

Joseli Lourenço
Pesquisadora independente de história e tecnologia militar, dedicada a documentar os marcos e as inovações que transformaram os campos de batalha.
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