Entretendo o Universo

Arc Raiders: O Novo Vício Dos Fãs de Shooters Táticos

Um shooter de extração lançado em outubro de 2025 e já com milhões de jogadores. Arc Raiders mistura tensão, estratégia e um mundo pós-apocalíptico que funciona de verdade. Veja por que ele está superando até os pesos-pesados do gênero.

Arc Raiders

Arc Raiders chegou com tudo. Em menos de duas semanas após o lançamento, já tinha mais de 4 milhões de cópias vendidas e quase meio milhão de jogadores online ao mesmo tempo.

 

O jogo da Embark Studios — sim, a mesma de The Finals — pega o que há de melhor nos shooters de extração e joga fora o que nunca funcionou. O resultado? Algo intenso, justo e surpreendentemente divertido, mesmo quando você perde.

Arc Raiders

Um mundo arruinado que faz sentido

Você não está em mais um cenário apocalíptico genérico. Aqui, a humanidade vive em Speranza, um abrigo subterrâneo, enquanto robôs ARC dominam a superfície. Cada mapa tem identidade: a Represa com suas estruturas industriais alagadas, o deserto árido da Cidade Enterrada, o Porto Espacial decadente e o misterioso Portão Azul.

 

Tudo respira história. Até os escombros parecem ter um propósito. E isso não é decoração: os ambientes ditam como você joga. Se esconder, correr, escalar — cada decisão é moldada pelo lugar.

Arc Raiders

Tensão real, sem truques baratos

Arc Raiders dura 30 minutos por raid. Nesse tempo, você enfrenta robôs com IA avançada, outros jogadores e ainda precisa sobreviver até a extração. O pulo do gato está no sistema de extração: quando você ativa o ponto de fuga, soa um alarme. Máquinas e humanos convergem para o local. Os últimos minutos viram um filme de suspense.

 

Mas não espere ser eliminado por um tiro aleatório. Escudos carregados te protegem de one-shots, o que obriga todo mundo a se mover, pensar e reagir. A munição é curta, a estamina conta e até correr exige planejamento.

Arc Raiders

Progressão que não te pune por falhar

Muitos shooters de extração tratam o jogador como lixo se ele não voltar com o saque. Arc Raiders é diferente. Mesmo se você for eliminado, ganha pontos de habilidade. Pode melhorar armas, subir oficinas, desbloquear equipamentos.

 

Tem até um galo chamado Scrappy que coleta materiais enquanto você joga — um detalhe boba que faz total diferença para quem está começando. O jogo te deixa crescer sem te obrigar a sofrer por isso.

Arc Raiders

Um visual que combina com o mundo

Nada de roupas coloridas ou fantasias espaciais. Aqui, o visual é utilitário, sujo, com cara de sobrevivência. Tons de cinza, marrom, verde militar. O estilo lembra os anos 70 e 80, como se a NASA tivesse tentado construir um futuro que deu errado.

 

A personalização existe, mas é sutil. Você monta conjuntos reais, não figurinos de cosplay. Com o tempo, itens mais estilizados vão aparecendo — mas sempre dentro da lógica do mundo.

 

Lançamento sólido, mas com pequenos tropeços

Arc Raiders roda bem em PS5, Xbox Series e PC. Custo? US$ 39,99 — não é gratuito, mas entrega o que promete. Requisitos de PC são razoáveis, e o desempenho é estável na maioria dos casos.

Claro, não é perfeito. A história é fraca, os diálogos da IA às vezes atrapalham, e há bugs esporádicos (personagem preso, escadas que não funcionam). Também há reclamações sobre o preço de algumas skins, especialmente em um jogo que já exige investimento inicial.

Mas esses problemas não estragam a experiência. Pelo contrário: mostram que o jogo foi feito com foco no jogável, não no marketing.

Arc Raiders não é o shooter mais complexo, mas é o mais equilibrado que já vi nesse gênero. Recompensa quem explora, quem pensa e quem colabora — sem esquecer que, no fim das contas, é um jogo para se divertir.

Se você curte Escape from Tarkov mas sempre achou que faltava um toque de humanidade, ou se gosta de Hunt: Showdown mas quer menos punição cega, esse é o seu jogo. E com suporte planejado para dez anos, é um investimento que vale a pena.

Foto de Joseli Lourenço

Joseli Lourenço

Criadora de conteúdo especializada em curiosidades, dedicada a explorar e compartilhar informações fascinantes, fatos históricos e descobertas que despertam o interesse e ampliam o conhecimento.

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