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X-59: A Aposta de US$ 630 Milhões da NASA Para Trazer de Volta Voos Supersônicos

A NASA aposta US$ 630 milhões em tecnologia que pode revolucionar voos comerciais acima de Mach 1 – sem o estrondo que enterrou o Concorde.

X-59 QueSST

O Projeto Que Pode Reescrever as Regras do Voo Supersônico

Desde 1973, os Estados Unidos proíbem voos supersônicos civis sobre seu território.

A razão é simples: o boom sônico gerado por aeronaves acima de Mach 1 causa danos estruturais, quebra vidraças e provoca queixas massivas da população. O Concorde, ícone da aviação supersônica, operou apenas em rotas oceânicas por esse motivo.

O Lockheed Martin X-59 QueSST nasceu para quebrar essa barreira. Desenvolvido pela NASA em parceria com a lendária Skunk Works, este demonstrador tecnológico promete voar a Mach 1.4 produzindo apenas um “thump” discreto – equivalente ao som de uma porta de carro fechando.

Não é um caça. Não carrega armas. Mas representa a maior aposta americana para retomar a liderança na aviação supersônica civil, com implicações estratégicas que vão muito além do transporte de passageiros.

X-59 QueSST

Missão Experimental: Silenciar o Impossível

Tipo: Aeronave experimental supersônica de pesquisa (X-plane)

Função principal: Validar tecnologia de voo supersônico com baixo impacto acústico (Low-Boom Flight Demonstrator)

Papel estratégico:

  • Fornecer dados para reguladores (FAA/ICAO) revisarem proibições de voo supersônico
  • Demonstrar viabilidade técnica de transporte civil supersônico sobre áreas terrestres
  • Testar sistemas de visão externa para cockpits sem janela frontal

O X-59 não substitui nenhuma plataforma militar. Ele abre caminho para uma nova geração de aeronaves civis supersônicas – e potenciais aplicações militares futuras em reconhecimento de alta velocidade.

X-59 QueSST

A Gênese: Como Nasceu o Projeto Silencioso

Início: 2016 (contrato preliminar); 2018 (contrato de US$ 247,5 milhões com Lockheed Martin)

Motivo da criação: Décadas de pesquisa da NASA sobre “shaped sonic boom” mostraram que era possível redesenhar a forma de uma aeronave para dispersar ondas de choque, transformando o estrondo clássico em um som suave.

A barreira não era mais técnica – era regulatória. A FAA precisava de dados reais de uma aeronave voando em Mach 1.4 sobre comunidades para medir a resposta humana ao ruído.

Tensões que influenciaram:

  • Competição global em aviação supersônica (Boom Overture, projetos japoneses e europeus)
  • Pressão da indústria aeronáutica para retomar voos supersônicos comerciais nos EUA
  • Interesse do Departamento de Defesa em spin-offs para plataformas de patrulha e ISR de alta velocidade

Evolução:

  • 2017-2018: Testes em túnel de vento validam redução de 30% no pico de pressão
  • 2022: Motor F414-GE-100 instalado na fuselagem
  • Janeiro de 2024: Apresentação pública oficial em Palmdale, Califórnia
  • 28 de outubro de 2025: Primeiro voo (subsônico, 67 minutos)
  • 2026: Início dos testes supersônicos sobre Edwards AFB

Substitui: Nenhum modelo anterior. Complementa linha de X-planes da NASA (X-1, X-15, X-43) como primeiro demonstrador focado exclusivamente em boom sônico silencioso.

X-59 QueSST

Design Radical: Forma Segue Função Acústica

O X-59 parece saído de ficção científica – e há razão para isso.

Nariz ultra-alongado (11,6 metros): Representa 38% do comprimento total da aeronave. Sua função é separar ondas de choque que se formam no nariz e na cauda, evitando que elas se fundam em um único “boom” alto.

Fuselagem estreita e fina: Construída em liga de alumínio aeronáutico convencional, com seção transversal variável para controlar gradientes de pressão. Nada de materiais exóticos ou stealth – o foco é puramente aerodinâmico.

Motor no topo: O GE F414-GE-100 (mesmo do F/A-18 Super Hornet) fica montado dorsalmente, acima da fuselagem traseira. Essa posição evita interferência com ondas de choque da parte inferior.

Cockpit sem janela frontal: O design alongado do nariz torna impossível ter visão direta. A solução: eXternal Vision System (XVS) – câmera 4K frontal projeta imagem em tela de 24 polegadas no cockpit, com latência inferior a 100 milissegundos.

Cauda em “T” invertido: Configuração pouco comum que mantém superfícies de controle longe do jato do motor e otimiza dispersão de ondas de choque traseiras.

O objetivo acústico é claro: transformar a onda “N” clássica do boom sônico em uma onda “flattop” – uma rampa suave de pressão que atinge apenas 75 PLdB no solo (versus 105 PLdB do Concorde).

X-59 QueSST

Estrutura: Quando a Forma Dita a Sobrevivência Acústica

Materiais:

  • Estrutura primária: Liga de alumínio aeronáutico (não há foco em stealth radar)
  • Cone de nariz: Compósito grafite/epóxi com núcleo honeycomb – 30% mais leve que projeto inicial
  • Revestimento da cauda: Alumínio com coating térmico verde-pálido para proteção contra calor aerodinâmico em voo supersônico prolongado

Design aerodinâmico: A fuselagem inteira funciona como um instrumento acústico. Cada curva, cada variação de seção transversal foi calculada para distribuir ondas de choque ao longo do tempo, não em um único pico.

“Furtividade” acústica (não radar): O X-59 não é stealth no sentido militar. Não possui redução de assinatura radar. Sua “invisibilidade” é sonora – minimizar o impacto acústico percebido por quem está no solo.

Proteção: Não há blindagem balística. Não há sistemas defensivos. É uma aeronave de pesquisa que opera em ambiente controlado (espaço aéreo restrito de Edwards AFB).

Sistema de segurança:

  • Controle de voo fly-by-wire com tripla redundância
  • Monitoramento estrutural em tempo real
  • Sistemas padrão de aeronave experimental (sem paraquedas de recuperação confirmado publicamente)
X-59 QueSST

Sistemas e Sensores: Onde Mora a Verdadeira Revolução

Se o design externo é impressionante, os sistemas internos são onde o X-59 realmente brilha.

eXternal Vision System (XVS)

O cockpit sem janela frontal exigiu inovação radical:

  • Câmera 4K de alta definição montada sob o nariz
  • Câmera infravermelha LWIR para operação noturna/baixa visibilidade
  • Display de 24 polegadas (brilho > 1.000 nits) substituindo para-brisa tradicional
  • Latência total < 100ms (crítica para evitar desorientação do piloto)
  • Fusão de imagens com sobreposição de dados de navegação (HUD digital)

Sistema desenvolvido pela Collins Aerospace e testado previamente em King Air modificado. Pode influenciar futuras aeronaves civis e militares com design de nariz otimizado.

Instrumentação Científica

Sensores de pressão distribuídos: Instalados ao longo da fuselagem para validar modelos CFD (Computational Fluid Dynamics) de dispersão de ondas de choque.

Telemetria em tempo real: Taxa de amostragem de 1 kHz para parâmetros aerodinâmicos transmitidos para estação terrestre durante voos de teste.

GPS de precisão submétrica: Essencial para correlacionar dados acústicos solo-ar com posição exata da aeronave.

Ground Recording System (GRS)

Rede de 50-100 unidades de sensores terrestres posicionados em grade sob trajetória de voo:

  • Microfones classe 1 (resposta plana 1 Hz – 20 kHz)
  • Painéis solares 100W para operação autônoma
  • Algoritmos de filtragem de ruído ambiental (tráfego, vento)
  • GPS para georreferenciamento preciso

Controle de Voo

Fly-by-wire digital desenvolvido pela Lockheed Martin especificamente para manter estabilidade em configuração de baixo boom (aeronave naturalmente instável devido ao nariz alongado).

Sem IA autônoma para tomada de decisão – controle humano com suporte eletrônico avançado.

 
X-59 QueSST

Desempenho: Números Que Contam Uma História

Velocidade máxima: Mach 1.4 (~1.510 km/h) a 16.800 metros (55.000 pés)

O que isso significa:

  • Inferior ao Concorde (Mach 2.04) e Tu-144 (Mach 2.15)
  • Compromisso deliberado: Acima de Mach 1.6, complexidade de mitigação de boom aumenta exponencialmente
  • Mach 1.4 representa ponto ótimo entre redução de tempo de viagem e viabilidade técnica

Autonomia: ~4.630 km em voo subsônico (combustível: 3.629 kg)

Limitação prática: Autonomia em supersônico não divulgada, mas limitada pelo consumo do F414 sem pós-combustão. Não é aeronave transoceânica – missões curtas para coleta de dados acústicos.

Altitude de cruzeiro: 16.800 metros

Por quê importa: Altitude elevada minimiza turbulência atmosférica que poderia distorcer assinatura acústica. Condição ideal para testes de boom.

Peso máximo de decolagem: 14.651 kg

Carga útil: 272 kg (instrumentação científica)

Não há capacidade para passageiros ou carga comercial. Cada quilograma é dedicado a sensores e sistemas de medição.


FICHA TÉCNICA

EspecificaçãoDados
País de origemEstados Unidos
FabricanteLockheed Martin Skunk Works
Peso máximo14.651 kg
MotorGE F414-GE-100 (97,9 kN com pós-combustão)
Tripulação1 piloto
Ano de introdução2025 (primeiro voo)
X-59 QueSST

Por Que Ele Importa: Vantagens Estratégicas

Pioneirismo Tecnológico

Primeiro demonstrador em escala real dedicado exclusivamente a boom sônico silencioso. Projetos anteriores (SSBD, Quiet Spike) eram modificações de aeronaves existentes.

Validação Real vs. Simulação

Décadas de modelos CFD finalmente testados em condições atmosféricas reais. Dados coletados vão validar (ou refutar) teorias sobre dispersão de ondas de choque.

Sistema XVS Revolucionário

Cockpit sem janela frontal abre possibilidades para:

  • Aeronaves civis com design aerodinâmico otimizado (sem comprometer segurança)
  • Potenciais aplicações militares em reconhecimento (nariz alongado com sensores)

Impacto Regulatório Direto

Dados do X-59 serão base para revisão da proibição de 1973. Se bem-sucedido, pode desbloquear mercado de US$ 200+ bilhões em aviação supersônica comercial.

Spin-offs Militares Potenciais

Embora não seja plataforma militar, tecnologias podem influenciar:

  • Aeronaves de patrulha ISR de alta velocidade com baixa pegada acústica
  • Logística rápida (transporte de alto valor em Mach 1.4)
  • Conceitos de reconhecimento supersônico com redução de assinatura sonora

Limitações: O Outro Lado da Moeda

Custo Astronômico

US$ 630 milhões (estimativa total do programa até 2027) para um único protótipo. Custo similar a desenvolvimento de caça tático leve (F-16 Block 70), mas sem aplicação militar direta.

Atrasos Significativos

Planejado para voar em 2021. Primeiro voo apenas em outubro de 2025. Quatro anos de atraso elevaram custos e questionaram gestão do programa.

Velocidade Limitada

Mach 1.4 é inferior a concorrentes propostos como Boom Overture (Mach 1.7). Reduz vantagem competitiva em mercado comercial futuro.

Incerteza de Escalabilidade

Tecnologias do X-59 foram validadas em aeronave monoposto. Ninguém sabe se funcionarão em airliner de 50-80 passageiros (peso, área frontal, complexidade estrutural totalmente diferentes).

Dependência de Aprovação Regulatória

Mesmo com sucesso técnico, FAA/ICAO podem exigir níveis de ruído ainda mais baixos (< 65 PLdB). Mudança de padrões durante ciclo de vida pode inviabilizar projetos comerciais baseados em dados do X-59.

Manutenção Complexa

  • Sistema XVS requer calibração frequente
  • Cone de nariz em compósito sensível a FOD (Foreign Object Damage)
  • Motor F414 não otimizado para operação supersônica contínua
X-59 QueSST

Comparação: X-59 vs. Concorrentes Supersônicos

Concorrente 1: Boom Overture

Tipo: Airliner comercial supersônico (em desenvolvimento)

Diferenças principais:

  • Velocidade: Mach 1.7 (superior ao X-59)
  • Capacidade: 65-80 passageiros
  • Status: Projeto conceitual; voo previsto ~2029

Quem leva vantagem:

  • X-59: Validação experimental real (já voa); dados acústicos comprovados
  • Overture: Modelo de negócios comercial definido; compromissos de compra (United Airlines, American Airlines)

Cenário ideal:

  • X-59: Pesquisa científica e validação regulatória
  • Overture: Operação comercial se reguladores aprovarem voos supersônicos

Concorrente 2: Spike S-512

Tipo: Jato executivo supersônico (em desenvolvimento)

Diferenças principais:

  • Velocidade: Mach 1.6
  • Capacidade: 12-18 passageiros
  • Status: Projeto conceitual; desenvolvimento intermitente

Quem leva vantagem:

  • X-59: Existência física; coleta de dados reais em andamento
  • S-512: Proposta de cabine sem janelas com displays panorâmicos (similar ao XVS, mas não comprovado)

Cenário ideal:

  • X-59: Validação de tecnologias para futuros projetos
  • S-512: Mercado de nicho (jatos executivos) – se conseguir financiamento

Concorrente 3: Aerion AS2 (projeto cancelado em 2021)

Tipo: Jato executivo supersônico

Diferenças principais:

  • Velocidade: Mach 1.4 (igual ao X-59)
  • Tecnologia: Asa de fluxo laminar natural supersônico (NLF)
  • Status: Cancelado por inviabilidade econômica

Lição aprendida:

  • X-59: Financiado por agência governamental; não precisa de ROI comercial imediato
  • AS2: Viabilidade técnica não garantiu viabilidade comercial; falência em 2021

Conclusão: X-59 evita risco comercial sendo projeto de pesquisa pura.

X-59 QueSST

Uso em Operações: Missão Científica em Andamento

Fase 1 (2024-2025): Testes de Envelope de Voo

Status: Concluída parcialmente

  • Primeiro voo em 28 de outubro de 2025 (subsônico, 67 minutos)
  • Validação de características de manuseio e sistemas

Fase 2 (2026): Validação Acústica

Planejamento:

  • Voos supersônicos sobre Edwards AFB com rede de 50-100 sensores GRS no solo
  • Aeronaves de perseguição (F-15 modificados da NASA) com sonda de pressão para medição em voo
  • Sistema Schlieren aerotransportado para visualização de ondas de choque

Objetivo: Medir assinatura acústica real e comparar com previsões CFD

Fase 3 (2027): Testes de Resposta Comunitária

Metodologia:

  • Sobrevoos programados sobre 4-6 comunidades selecionadas nos EUA
  • ~80 passagens por comunidade durante um mês
  • 5.000 residentes por local preenchendo questionários digitais após cada sobrevoo

Análise:

  • Modelagem dose-resposta (relação entre ruído e incômodo)
  • Fatores moderadores: hora do dia, tipo de construção, sensibilidade individual
  • Comparação com resposta histórica a aeronaves subssônicas

Entrega à FAA/ICAO (2028): Relatório técnico completo com recomendação de limite regulatório (esperado: ≤ 75 PLdB).

Quanto Custa o Silêncio Supersônico?

Custo de desenvolvimento: US$ 247,5 milhões (contrato inicial de 2018)

Custo total do programa: US$ 518-630 milhões (incluindo operações até 2027)

Unidades produzidas: 1 protótipo (não há planos para produção em série)

Operador: NASA (Estados Unidos)

Compartilhamento internacional de dados:

  • JAXA (Japão) – cooperação em pesquisa supersônica
  • EASA (União Europeia) – desenvolvimento de padrões regulatórios
  • ICAO – formulação de padrões globais

Custo por hora de voo: Não divulgado publicamente

O Futuro: Entre o Museu e a Revolução

Programas de Modernização

Não aplicável. X-59 é protótipo único sem ciclo de vida operacional.

Cronograma 2026-2028

2026:

  • Primeiros voos supersônicos (Mach 1.0-1.2) em Edwards AFB
  • Expansão gradual para Mach 1.4 com validação acústica completa

2027:

  • Campanha de testes comunitários em locais selecionados
  • Coleta massiva de dados de resposta humana

2028:

  • Entrega de relatório final à FAA/ICAO
  • Fim das operações ativas

Destino Pós-Programa

Provável transferência para museu (candidato: National Air and Space Museum) após conclusão da missão.

Substituto Planejado

Não há substituto direto. NASA não planeja X-60 ou sucessor imediato.

Foco futuro:

  • Propulsão híbrida-elétrica
  • Operações autônomas
  • Tecnologias validadas pelo X-59 incorporadas a programas comerciais (Boom Overture) e potenciais aplicações militares (não anunciadas)

Vida Útil Estimada

3-4 anos de operações ativas (2025-2028), totalizando ~100-150 horas de voo.

X-59 QueSST

1. O X-59 é uma aeronave militar? Não. É um demonstrador tecnológico civil da NASA para pesquisa de voo supersônico silencioso. Não possui armamentos nem é operado por forças armadas.

2. Qual a diferença entre o X-59 e o Concorde? O Concorde voava a Mach 2.04 e produzia boom sônico de ~105 PLdB (equivalente a trovão). O X-59 voa a Mach 1.4 e produz apenas ~75 PLdB (som de porta de carro fechando).

3. Quando haverá voos comerciais supersônicos nos EUA? Depende da aprovação regulatória baseada nos dados do X-59. Estimativa otimista: início da década de 2030, se FAA/ICAO revisarem proibições atuais.

4. Quanto custa o programa X-59? US$ 518-630 milhões (custo total estimado até 2027), incluindo desenvolvimento, construção e operações de teste.

5. Por que o cockpit não tem janela frontal? O nariz alongado (11,6m) torna impossível ter visão direta. Sistema XVS (câmera 4K + tela de 24 polegadas) substitui para-brisa tradicional com segurança equivalente.

X-59 QueSST

O Silêncio Que Pode Mudar Tudo

O Lockheed Martin X-59 QueSST não carrega mísseis. Não derruba aviões inimigos. Não patrulha fronteiras.

Mas pode fazer algo que nenhum caça consegue: mudar regulamentações globais que existem há meio século.

Se bem-sucedido, abre caminho para uma nova era de transporte supersônico civil, reduzindo tempos de viagem transcontinentais pela metade. Nova York a Los Angeles em 2 horas. São Paulo a Miami em 3 horas.

O impacto estratégico é duplo:

Primeiro, reposiciona os Estados Unidos na liderança da aviação supersônica – domínio perdido com o fim do Concorde em 2003.

Segundo, tecnologias desenvolvidas (XVS, controle de boom, aerodinâmica avançada) podem migrar para aplicações militares futuras em reconhecimento, patrulha ISR e logística de alta velocidade.

O X-59 não é arma de guerra. É arma de regulamentação. Uma aposta de US$ 630 milhões que o som de uma porta fechando pode valer bilhões em voos supersônicos comerciais.

E se funcionar, o céu nunca mais será o mesmo.

Foto de Joseli Lourenço

Joseli Lourenço

Pesquisadora independente de história e tecnologia militar, dedicada a documentar os marcos e as inovações que transformaram os campos de batalha.

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