A desenvolvedora Build a Rocket Boy, responsável pelo título MindsEye, parece ter chegado ao fim de suas operações. Relatos de diversos funcionários indicam que a empresa iniciou uma rodada de demissões que abrange a totalidade da equipe remanescente, sinalizando o provável fechamento definitivo do estúdio.
O cenário de crise na companhia não é recente. Desde o lançamento de MindsEye em 2025, o estúdio enfrentou uma trajetória marcada por críticas negativas, disputas comerciais e uma série de polêmicas internas que desgastaram sua imagem no mercado de jogos eletrônicos.
Crise e declínio após o lançamento de MindsEye
O lançamento de MindsEye em 2025 foi acompanhado por uma recepção conturbada. Em vez de focar na correção de falhas técnicas, a liderança da Build a Rocket Boy insistiu em uma narrativa pública de que o estúdio teria sido vítima de uma campanha de sabotagem, o que gerou um distanciamento imediato de parceiros estratégicos, como a IO Interactive.
A tentativa de sustentar essa teoria através de uma expansão de conteúdo falhou em reverter o quadro negativo. Pelo contrário, a insistência no tema, somada a sucessivas rodadas de cortes de pessoal, consolidou a percepção de que a gestão do projeto estava desprovida de direção clara e eficiência operacional.
Relatos de funcionários confirmam o fim das atividades
A confirmação do encerramento das atividades veio através de publicações de colaboradores em redes profissionais. Adam Ridsdale, que atuava como artista líder de armas e objetos, afirmou publicamente que está enfrentando a redundância de seu cargo, assim como o restante da equipe.
Dan Hawkins, parceiro principal de aquisição de talentos, corroborou a situação ao mencionar que está auxiliando o departamento de recursos humanos no encerramento das operações. Outros profissionais, como o artista sênior de efeitos visuais Jason Waller e o ex-chefe de áudio Stuart Ross, também confirmaram que seus postos de trabalho foram extintos.
Gestão sob escrutínio e problemas internos
Além das dificuldades financeiras e do fracasso comercial de seu principal projeto, a Build a Rocket Boy enfrentou acusações graves de má gestão e ambiente de trabalho hostil. Ex-funcionários relataram problemas crônicos de crunch, falta de planejamento estratégico e uma ausência de liderança coesa por parte de Leslie Benzies.
A empresa também foi alvo de ações judiciais relacionadas ao uso de softwares de vigilância de funcionários. As denúncias alegavam que a tecnologia monitorava indivíduos em suas residências sem o devido consentimento, agravando a crise de reputação que culminou no atual cenário de encerramento das atividades.










