O cineasta Brad Bird, conhecido por suas contribuições seminais à animação, prepara o lançamento de seu novo projeto, Ray Gunn, que chegará à Netflix em 18 de dezembro. O longa é definido pelo diretor como uma fusão entre a estética de O Falcão Maltês e a aventura pulp de Buck Rogers. Após quase três décadas de desenvolvimento, a produção promete explorar uma metrópole futurista chamada Metropia, onde o detetive particular Ray Gunn, interpretado por Sam Rockwell, investiga um caso envolvendo a estrela pop Venus Nova, vivida por Scarlett Johansson.
A estética noir e as referências de Ray Gunn
A visão de Bird para este universo é marcada por uma contradição visual: elementos futuristas, como carros voadores e hologramas gigantes, que carregam a estética imaginada há 70 anos. O diretor busca capturar a essência do gênero noir, um estilo que ele considera atemporal. A trama se afasta das produções anteriores do cineasta na Pixar, mergulhando em uma atmosfera mais sombria e madura, focada em temas clássicos de investigação e corrupção urbana.
Clássicos do cinema que moldaram a visão do diretor
Para preparar o público para a estreia, Bird selecionou cinco obras fundamentais que serviram de alicerce criativo para o desenvolvimento de seu longa. Entre elas está O Grande Golpe, dirigido por Stanley Kubrick, um noir clássico que acompanha um assalto meticulosamente planejado que acaba em desastre. Outra recomendação é Chinatown, de Roman Polanski, classificado pelo diretor como um filme praticamente perfeito, que utiliza a investigação de um caso de infidelidade para expor tramas políticas e ganância sistêmica.
Do drama policial ao humor absurdo
A lista de influências também contempla Los Angeles – Cidade Proibida, adaptação de Curtis Hanson que explora a corrupção dentro da polícia de Los Angeles com um elenco estelar. Em um tom distinto, o diretor destaca O Grande Lebowski, dos irmãos Coen, como uma das comédias mais engraçadas já produzidas. O filme subverte os tropos do gênero detetivesco ao colocar um protagonista improvável, o “Dude”, no centro de uma trama de sequestro e equívocos.
A influência do sci-fi noir contemporâneo
Por fim, a ficção científica ganha destaque através de Blade Runner 2049, de Denis Villeneuve. Bird aponta a obra como uma sequência superior ao original de Ridley Scott, elogiando sua capacidade de expandir o universo cyberpunk. A estética visual do filme, marcada por hologramas imponentes e uma atmosfera melancólica, reflete diretamente na construção do cenário retrofuturista de Metropia. Mais detalhes sobre a produção podem ser conferidos na fonte original em Polygon.
Fonte: polygon.com










